Valtese
Estratégias avaliadas no laboratório3 min de leitura

Volume e preço: esforço contra resultado (VSA)

O volume é o esforço e o movimento do preço é o resultado; a regra procura barras em que os dois discordam e transforma três dessas discordâncias em operação.

Objetivo: achar barras em que o volume (esforço) e o preço (resultado) discordam: operar três padrões, marcar dois. Pré-requisitos: aula 17 (SMC). Nível: avançado. A VSA (volume spread analysis, análise de volume e amplitude) compara ambos. Material educacional: toda operação pode perder.

Medidas

Volume relativo: volume ÷ média das 20 anteriores. A amplitude relativa é (máxima − mínima) ÷ ATR14 (amplitude média verdadeira, média de Wilder de 14 dias). Médias, ATR e pivôs usam só barras anteriores ao sinal; volume e amplitude da barra do sinal entram no numerador. Suporte: fundo de pivô de 5 × 5 (5 barras de cada lado) nos 120 pregões anteriores. Tendência de alta: fechamento acima da EMA (média exponencial) de 50 e EMA de 50 acima da de 20 barras atrás; no pullback, no pregão anterior ao recuo.

Absorção. Volume de pelo menos 2 vezes a média, amplitude da barra de até 0,7 ATR, mínima a até 0,5 ATR do suporte e fechamento a partir de 40% da amplitude acima da mínima.

Stopping volume. Volume de parada: barra de baixa com volume de pelo menos 2,5 vezes a média, amplitude da barra de pelo menos 1,5 ATR (uma vez e meia) e fechamento na metade de cima, após 3 fechamentos em queda nas 5 barras anteriores. A barra seguinte confirma: fecha acima da própria abertura, com volume menor que o do sinal.

Pullback sem oferta. Em tendência de alta, 3 barras com fechamento menor que o anterior, volume estritamente decrescente e abaixo da média de 20. A terceira tem amplitude de até 1 ATR.

  • Entrada: abertura da barra seguinte ao sinal (no stopping volume, à confirmação).
  • Stop: mínima da barra do sinal menos 0,1 ATR (no pullback, da terceira barra).
  • Alvo: máxima de pivô de 5 × 5 mais próxima acima da entrada, nos 120 pregões anteriores (no pullback, a máxima das 20 barras antes do recuo). Se der menos de 2R (R é o risco), descarte; no pullback, se der menos de 1,5R.
  • Saída: alvo, stop (se os dois caírem no dia, o stop vence) ou fechamento do 20º pregão.
  • Prioridade: uma operação por papel e data de entrada; o stopping volume vence a absorção, que vence o pullback sem oferta, antes do mínimo de R.

Só marcados: Clímax de compra. Barra de alta com volume de pelo menos 3 vezes a média e amplitude de pelo menos 2 ATR, após alta de 30% ou mais em 63 pregões. Divergência. Três topos de pivô de 5 × 5 ascendentes, com o volume médio dos três dias em volta de cada topo descendente.

Exemplo numérico

Posição: risco em dinheiro ÷ distância até o stop. Suporte 100,00, ATR14 2,00; barra de 100,00 a 101,20, fechamento 100,60, volume 2 vezes a média: absorção. Abertura 101,00, stop 99,80, alvo 103,40 (2R); US$ 120 de risco: 100 ações.

Erro comum

O erro comum é ler a cor da barra de volume em vez de comparar esforço e resultado.

Onde falha

O suporte pode romper e o gap amplia a perda.

Para guardar: esforço contra resultado; abertura seguinte; sem o R exigido, nada.

Fonte: Wyckoff (StockCharts); Tom Williams, "Master the Markets"; The Secret Mindset. Limiares: adaptação do Valtese, como as três barras no pullback.

Os exemplos desta aula foram escolhidos para ilustrar a regra.

O que observar

Em cada exemplo, compare o volume com o das barras recentes, depois o tamanho da barra e onde ela fechou. Só então confira suporte, stop e alvo e diga qual dos cinco padrões é (três com entrada, dois só marcados).

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Conteúdo educacional e informativo. Não constitui recomendação de investimento. As decisões e os riscos são do leitor.