Valtese
Como o Valtese opera4 min de leitura

Motor de entradas

O que o motor procura antes da abertura, como entra, onde põe o stop, como dimensiona e quais limites a medição histórica declara.

O motor de entradas é a parte do Valtese que produz operações candidatas todos os dias: um ativo, um preço de entrada, um stop, um alvo e um tamanho. Ele é uma coisa; o score de convicção, que acompanha posições e notícias, é outra; o placar do Discovery, que ordena uma lista semanal de ações, é uma terceira. Os três são distintos, têm medições próprias e não validam uns aos outros. Esta aula trata só do motor.

Tudo o que se segue descreve a lógica do motor e os limites do teste histórico. Nada aqui é uma promessa sobre operações futuras.

Como funciona

O motor começa por um universo restrito: ações listadas nos Estados Unidos acima de um corte de valor de mercado, com liquidez mínima em dólares por dia e amplitude diária suficiente para que um movimento pague o custo. Ações sem histórico, com dados inconsistentes ou sem condições de negociação ficam de fora antes de qualquer sinal.

Sobre esse universo rodam três buscas independentes. A primeira procura gaps de pré-abertura: o preço indicado antes do pregão está bem acima do fechamento anterior, com volume de pré-mercado que dê alguma confiança ao gap. A segunda procura o dia potente: uma sessão anterior entre as mais fortes do universo, com volume relativo elevado. A terceira procura líderes por força relativa: ações no topo do ranking de momentum e de força contra o mercado em janelas de meses e de semanas.

Um ativo encontrado por uma das buscas ainda não é uma entrada. O motor classifica o setup: um inside day ou uma faixa apertada de poucos dias depois do impulso valem mais do que um candle isolado. A entrada é o rompimento dessa faixa, confirmado por volume acima da média; a ordem fica pendente por alguns dias e expira se o rompimento não vier. Quando a versão intradiária não confirma, existe um fallback diário com o mesmo critério de rompimento.

O stop inicial é uma distância proporcional ao ATR do ativo abaixo da entrada. O alvo é um múltiplo do risco inicial, em R. À medida que a operação avança em R, o motor realiza uma parcela e troca o stop por uma média móvel exponencial de prazo mais longo, de modo que um vencedor grande seja conduzido por uma referência mais lenta.

O tamanho vem do risco: um orçamento de risco por operação dividido pela distância até o stop dá a quantidade, limitada por um teto de participação da carteira que depende da capitalização da empresa. Em drawdown, o orçamento cai. Por cima de tudo há um filtro de regime: quando o SPY está abaixo da sua média de médio prazo, nenhum sinal passa; quando a proporção de líderes no universo cai, o motor exige confluência de setup e qualidade mínima para aceitar uma entrada.

Esta figura mostra um exemplo conceitual de stop móvel calculado com ATR, e não a regra de condução do motor. No motor descrito nesta aula, após o avanço previsto em R e a realização parcial, a referência passa a ser uma média móvel exponencial de prazo mais longo.

Onde falha

O teste histórico do motor tem limites declarados. Ele inclui empresas deslistadas e confere a capitalização na data do sinal, mas o setor dessas empresas não é point-in-time, então elas escapam do teto setorial, e a data de listagem vem dos sobreviventes. O motor exige um ano de aquecimento. Na avaliação histórica, cada operação paga 10 pontos-base por lado, e o preenchimento é modelado no preço do rompimento, sem fila nem slippage adicional.

Sequências de perdas longas fazem parte da distribuição de qualquer regra de rompimento. Um gap de pré-abertura pode fechar na primeira hora, e o rompimento pode falhar depois de confirmado. Quando o SPY está abaixo da média, o filtro não deixa passar sinais; isso mantém a carteira em caixa e pode atrasar a volta ao mercado numa recuperação. A carteira pode ficar em caixa por mais de um ano, e esse período faz parte da regra.

O que observar

Na página de entradas, confira em cada sinal os cinco itens que o motor produz: qual busca o gerou, o preço de rompimento, o stop, o alvo em R e o tamanho sugerido para o orçamento de risco. Se um sinal não tem stop, não é do motor. Compare o tamanho com a distância até o stop: quanto maior a distância, menor a quantidade, e um teto por capitalização pode reduzi-la ainda mais. Veja se o regime está ativo; em dias de filtro, a lista vem vazia e isso é o funcionamento esperado, não uma falha. Anote sinais que expiraram sem rompimento: eles contam como sinais, não como operações.

O produto publica as operações candidatas desta lógica em Entradas diárias.

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Conteúdo educacional e informativo. Não constitui recomendação de investimento. As decisões e os riscos são do leitor.