Valtese
Como o Valtese opera4 min de leitura

Discovery

Sete etapas transformam milhares de ações numa lista semanal ordenada por um placar próprio, e uma conferência forward verifica a ordenação semana a semana.

O Discovery é a lista semanal de ações do Valtese. Ele não é o motor de entradas, que produz operações diárias com stop e alvo, nem o score de convicção, que acompanha posições já abertas. O placar do Discovery, o motor de entradas e o score de convicção são três instrumentos distintos, com medições distintas. Esta aula explica de onde vem a lista e como a conferência forward verifica a ordenação.

A lista é uma hipótese de estudo por ação, não uma ordem. O que o leitor recebe é um ranking com as razões de cada posição; a decisão de operar continua sendo dele.

Como funciona

As sete etapas abaixo apresentam a sequência adotada nesta aula, desde o universo até o julgamento narrativo final, executadas na mesma ordem toda semana.

  1. Universo: a lista de partida são as ações americanas líquidas, ou uma lista configurada. Nenhuma ação é acrescentada depois porque apareceu numa notícia.
  2. Força relativa: cada ação recebe uma nota de força relativa contra o mercado, calculada de forma cross-sectional, comparando o desempenho recente de todas ao mesmo tempo. Só a parte superior do ranking segue adiante.
  3. Aceleração de receita: entre as que passaram, a etapa procura crescimento de receita que acelera ou uma inflexão de ciclo, com salvaguardas contra aceleração comprada por aquisição, saltos de goodwill ou emissão de ações.
  4. Smart money: compras de insiders agrupadas no tempo e sinais de acumulação. Uma etapa intermediária limita as ações que seguem para as análises mais caras, ordenando pelas duas primeiras notas.
  5. Anti-padrões: remoção de armadilhas de valor, movimentos de pump-and-dump, altas explicadas só por squeeze de vendidos, insiders vendendo, risco de diluição e abandono institucional. Cada ação removida fica registrada com o motivo.
  6. Placar composto: uma combinação ponderada das notas anteriores com uma nota técnica de prontidão de entrada, distância a uma média de médio prazo, nível do RSI e alinhamento das médias longas, e com a tendência das revisões de analistas. O regime do mercado ajusta a exigência mínima.
  7. Camada de inteligência: um analista automatizado, um modelo de linguagem, lê a narrativa de cada candidata bem colocada, procura história de inflexão e alinhamento com temas, e devolve um julgamento que entra no placar final.

A lista publicada é o topo desse placar, recalculado do zero a cada semana: não há regra de permanência, e uma ação sai assim que deixa de estar entre as primeiras. O que existe é o registro semanal de composição: quem entrou, quem saiu e por quê.

Onde falha

O placar é conferido olhando para frente: as notas são guardadas quando geradas, sem reconstruir depois, e semanas depois a ordenação é comparada com o retorno posterior das ações, descontado o do SPY. Registros sem preços suficientes ficam fora e não recebem retorno zero. A conferência usa a correlação de postos de Spearman (IC) entre o placar e o retorno posterior; ela descreve associação entre ordenações e não dá uma probabilidade de lucro para cada candidata.

A conferência cobre uma única fase de mercado, alguns meses de alta em 2026. Um ranking que funciona num mercado em alta pode inverter numa correção; por isso a conferência é repetida mensalmente. As janelas de 21 pregões se sobrepõem: semanas próximas compartilham retornos, portanto não são testes independentes.

O horizonte da conferência é de 21 pregões e não diz nada sobre seis ou doze meses; uma tese de anos exigiria outra medição.

A camada de inteligência é a etapa menos reproduzível: dois modelos, ou o mesmo modelo em dias diferentes, podem julgar a mesma narrativa de modo diferente. O placar limita o peso dessa etapa, mas não o zera. E a lista é de candidatas: uma ação bem colocada sem gatilho de entrada continua sem ordem.

O que observar

O Discovery procura força num horizonte de semanas; o tenbagger procura queda num horizonte de anos. Um mesmo papel pode aparecer nas duas listas por motivos contrários. Confira o modo antes de interpretar o placar: uma lista não confirma automaticamente a hipótese da outra.

Na página do Discovery, abra uma ação e leia a decomposição do placar: quanto veio da força relativa, da receita, do smart money, da prontidão técnica e das revisões de analistas. Se uma nota alta depende quase só da narrativa, trate com mais reserva. Confira a lista de mudanças da semana: quem entrou, quem saiu e o motivo. Uma ação que oscila entre entrar e sair está perto da margem do placar. Compare a lista com o motor de entradas: uma ação pode estar no topo do Discovery e não ter nenhuma operação candidata, porque as duas coisas medem perguntas diferentes.

O produto publica a lista semanal e a decomposição do placar em Discovery.

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Conteúdo educacional e informativo. Não constitui recomendação de investimento. As decisões e os riscos são do leitor.