Antes de procurar entradas
O que uma vela mostra, o que um indicador não acrescenta e por que o risco em dinheiro vem antes da quantidade.
Uma estratégia define decisões repetíveis com a informação disponível no momento. Comprar a 100 e planejar sair a 98 implica risco bruto de 2 por ação; a execução pode ser pior. As operações do curso são simulações históricas, não ordens enviadas à corretora.
O que uma vela contém
Uma vela diária guarda quatro preços de uma sessão: abertura, máxima, mínima e fechamento. O corpo liga abertura e fechamento; os pavios mostram os extremos. Ela não diz quem comprou, nem em que ordem os negócios aconteceram.
Se uma vela tocou o stop e o alvo, o gráfico não mostra qual veio primeiro. Para não fabricar lucro, a simulação do curso dá precedência ao stop nesse caso. É uma premissa conservadora, não uma reconstrução de cada negócio.
Um pivô é um extremo local definido por regra. Um mínimo menor que os cinco candles anteriores e os cinco seguintes só é confirmado depois dos cinco seguintes. Marcar a entrada no próprio mínimo usa informação futura.
Três indicadores, nenhuma previsão
Um indicador transforma preços já observados. A média móvel simples soma os últimos N fechamentos e divide por N: 98, 99, 100, 101 e 102 dão uma SMA5 de 100. O ATR suaviza a amplitude da vela, incluindo a distância até o fechamento anterior; mede tamanho de oscilação, não direção. O RSI compara médias de altas e de baixas numa escala de 0 a 100: média de altas 1 e de baixas 3 produzem RSI de 25. RSI baixo não significa preço barato.
As quatro perguntas de uma operação
Contexto: por que procurar essa operação neste ativo e horizonte? Gatilho: que evento observável autoriza a ordem? Invalidação: que preço contradiz a hipótese? Saída: como encerrar por lucro, perda, falta de evolução ou fim da sessão? Se as respostas mudam depois que o preço anda, a regra deixou de ser a mesma.
Stop não é garantia de preço
Uma ordem a mercado procura execução imediata sem garantir preço; uma limitada fixa o preço e pode não executar. O stop é um disparo. O preço pode saltar por cima dele enquanto o mercado está fechado, e a saída simulada usa a abertura seguinte, pior.
Risco em dinheiro antes da quantidade
Defina primeiro um orçamento de perda. Com US$ 10.000 e um orçamento didático de 0,5%, são US$ 50. A quantidade é o menor entre orçamento de perda dividido pela perda por unidade e capital dividido pelo custo de compra por unidade. Com entrada a US$ 472,48, distância ao stop de US$ 0,99 e custos aproximados de US$ 0,094 por cota: 50 ÷ 1,084 permite 46 cotas; 10.000 ÷ 472,48 permite 21, arredondando para baixo. Incluir o custo de compra mantém esse limite. Prevalecem 21 cotas.
R é o risco inicial de uma operação com stop. Ganhar 2R e perder 1R não garante lucro: falta saber a frequência de cada resultado e o atrito.
Com ganhos de 2R, perdas de 1R e custo de 0,10R por operação, a taxa de equilíbrio é de cerca de 36,7%. Uma sequência curta de acertos descreve só aquela amostra, não o próximo trade.
O que observar
Exercício deliberadamente incorreto: um fundo de segunda-feira precisa de cinco sessões posteriores para ser confirmado, mas o relatório compra na segunda usando essa confirmação. É válido? Não; a informação ainda não existia.
No gráfico, identifique abertura, máxima, mínima e fechamento de cada vela. Ao marcar um pivô, separe a data do extremo da data em que a confirmação ficou possível, e compare o stop planejado com a abertura seguinte: um gap pode produzir execução além do nível.